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Vereadores negros tomam posse e protestam para mudar o hino do Rio Grande do Sul

  • Ederson Nunes/CMPA - DISCURSO NOVO Matheus Gomes, empossado vereador em Porto Alegre

Nenhum estado brasileiro tem uma história tão diversificada na oficialização de seu hino como o Rio Grande do Sul - e, ao mesmo tempo, extremamente polêmica. A última manifestação desse fato deu-se na semana passada na posse dos vereadores na Câmara Municipal de Porto Alegre. A bancada negra do PSOL manteve-se sentada durante a execução do hino em protesto contra o verso que diz: "Mas não basta ser livre/ ser forte, aguerrido e bravo/ povo que não tem virtude/ acaba por ser escravo".

Motivo da manifestação:

"Não temos obrigação nenhuma de estar cantando o verso que diz que nosso povo não tem virtude e por isso foi escravizado", discursou o vereador negro Matheus Gomes, em resposta à crítica que sua bancada recebera da vereadora branca Comandante Nádia. Não resta dúvida de que Matheus tem razão, o verso guarda conotação racista, ainda que não tenha sido composto com tal intenção pelo militar Francisco Pinto da Fontoura. Isso foi em 1935, no centenário da Guerra dos Farrapos (revolução regional e de cunho republicano contra o governo imperial).

Já existiam, no entanto, outros dois hinos, que também dividiam as opiniões. E, antes deles, um mais antigo ainda, de autoria do maestro negro Joaquim José de Mendanha. Na opinião da professora Letícia Marques, que defendeu tese de doutorado sobre Mendanha, o ideal seria uma revisão do hino atual para que todas as etnias que deram origem à população do Rio Grande do Sul se sentissem representadas.(Isto É)

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